sexta-feira, 15 de junho de 2012

Neoplasia

             Neoplasia significa crescimento novo. O termo tumor é usado como sinônimo e foi
originalmente usado para os aumentos de volume causados pela inflamação.
            As neoplasias ou tumores são classificados em malignos ou benignos. Entretanto, câncer é a
denominação genérica usada somente para tumores malignos, e originou-se devido a capacidade de
invadirem os tecidos vizinhos. O estudo das neoplasias é conhecido como oncologia (onco= massa).
            Os tumores benignos e malignos têm dois componentes básicos: parênquima que é
constituído por células neoplásicas e estroma que é composto por tecido conjuntivo e vasos
sangüíneos. A nomenclatura dos tumores é baseada na origem das células do parênquima.
Nas neoplasias benignas acrescenta-se o sufixo OMA à célula de origem. Os tumores
benignos de células mesenquimais geralmente seguem esta regra. Por exemplo: neoplasia benigna de
fibroblasto é chamada de fibroma. Como toda regra há exceções, linfoma, melanoma e mieloma
múltiplo referem-se a neoplasias malignas.
             A nomenclatura dos tumores epiteliais benignos é baseada nas células de origem, arquitetura
microscópica ou padrão macroscópico. As neoplasias benignas com estruturas glandulares são
chamadas de adenomas e, papilomas são tumores epiteliais benignos que produzem projeções
epiteliais.
            As neoplasias malignas de origem mesenquimal recebem o sufixo SARCOMA (sarco =
carne) às células de origem. Os tumores malignos de fibroblastos são chamados de fibrossarcomas.
As neoplasias malignas de origem epitelial recebem a denominação carcinomas. Os tumores
malignos com padrão glandular são chamados de adenocarcinomas.
Diferenciação e Anaplasia:
            O termo diferenciação refere-se ao grau em que as células neoplásicas assemelham-se às
células normais. As neoplasias benignas apresentam células bem diferenciadas ou seja, semelhantes às células do tecido de origem. As neoplasias malignas apresentam células com grau variável de
diferenciação. As células indiferenciadas são também chamadas de anaplásicas.
As células anaplásicas apresentam variação de tamanho e forma. As principais características
da células anaplásicas são:
a) Pleomorfismo;
b) Núcleo hipercromático;
c) Relação núcleo-citoplasma aumentada;
d) Aumento no tamanho e número dos nucléolos;
e) Mitoses atípicas.
            As neoplasias benignas crescem por expansão, permanecendo no local de origem, sem
infiltrar ou invadir tecidos vizinhos ou provocar metástase para outros locais. As neoplasias benignas
são geralmente circunscritas por uma cápsula de tecido fibroso que delimita as margens do tumor.
Devido à cápsula, os tumores benignos formam massas isoladas, palpáveis e móveis, passíveis de
enucleação cirúrgica. Entretanto, alguns tumores benignos são localmente invasivos e recidivantes,
como os ameloblastomas e mixomas.
           As neoplasias malignas são invasivas provocando destruição dos tecidos adjacentes e
podendo desenvolver metástase regional e à distância. Devido a essa característica invasiva, é
necessária a ressecção cirúrgica de considerável margem de tecido aparentemente normal, conhecida
como cirurgia radical. É preciso ressaltar que alguns tipos de câncer evoluem de uma lesão inicial
conhecida como carcinoma in situ. Neste estágio as células tumorais estão restritas ao epitélio e não
romperam a membrana basal com conseqüente invasão do conjuntivo. As ressecções cirúrgicas nesta
fase são menores com um maior índice de cura.
Hipertensão (Pressão alta)
A hipertensão é uma doença multifatorial decorrente da insuficiência cardíaca e da má circulação do sangue (aterosclerose). Podendo ser provocada ou acelerada por fatores alimentares e emocionais, não costuma apresentar sintomas, mas eventualmente pode se observar dores de cabeça, tontura, sangramento nasal, zumbido no ouvido e distúrbios visuais.
 
Classificação
Pressão sistólica acima de 140 mm Hg e/ou pressão diastólica acima de 90 mm Hg. A pressão sistólica bombeia o sangue para os vasos e a diastólica recebe o sangue dos vasos.
 
Conduta alimentar
O consumo calórico diário deve ser reduzido, pois o excesso de peso aumenta a pressão sobre os vasos sanguíneos. A alimentação deve ser rica em fibras, aumentando o consumo de hortaliças, frutas, leguminosas e cereais integrais como, por exemplo, aveia. Reduzir o consumo de sódio: substitua-o por temperos naturais como salsinha, cebola, orégano, hortelã, alho, manjericão e cominho. Evitar alimentos enlatados, sopas, temperos e molhos prontos, pois apresentam alto valor de sódio. Aumentar o consumo de potássio (maçã, banana, laranja, tomate, repolho e algas marinhas). Reduzir o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e hidrogenadas, pois sobrecarregam as artérias e o coração.

Problemas na Tireoide

A tireoide é uma importante glândula do nosso organismo, localizada na parte anterior do pescoço, que produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que têm como principal função regular o metabolismo. Se a glândula da tireoide não funciona adequadamente, alterações podem ocorrer em todo o corpo, em graus variáveis de severidade.

Tireoidite

É a inflamação da glândula tireoide, sendo a causa mais comum do hipotireoidismo. A tireoidite tem alguns sintomas que são usualmente os sintomas do hipotireoidismo, sendo também comum que a tireoide aumente de tamanho, podendo retrair com o tempo. A forma mais frequente desta doença é a Tireoidite de Hashimoto, uma doença indolor do sistema imunológico que afeta 5% da população adulta, aumentando sua incidência em mulheres, proporcionalmente ao aumento da idade.

Bócio

O bócio é o aumento anormal da região anterior do pescoço causado por uma tireoide aumentada. Este problema ocorre em pelo menos 5% da população do mundo todo, tendo como causa mais comum a falta de iodo, componente químico que a tireoide usa para produzir hormônios. Aproximadamente cem milhões de pessoas não têm uma quantidade suficiente de iodo na sua dieta, mas esse problema vem sendo resolvido pela adição deste componente ao sal de cozinha. Mesmo com estes cuidados a glândula tireoide pode aumentar de tamanho, criando um bócio, e isso pode ocorrer em várias doenças da tireoide, como hipertireoidismo, hipotireoidismo, tireoidites e câncer de tireoide.

Teor de iodo em alguns alimentos (fonte mcg/100g):
- Sal iodado: 7400
- Camarão: 90
- Algas: 60
- Ostras: 38
- Badejo: 30
- Atum: 30
- Bacalhau: 20
- Aipo: 15
- Agrião: 15
- Caranguejo: 13
- Salmão: 11
- Leite de vaca: 11
- Arenque: 10
- Alho: 9
- Carne bovina: 5,3
- Fígado de boi: 5
- Aveia: 4
- Arroz: 3,6
- Sardinha: 3,5

Hipertireoidismo

O organismo fica acelerado em função do excesso de hormônio tireóideo no sangue. Esses casos são, aproximadamente, dez vezes mais frequentes nas mulheres, afetando cerca de 2% delas no mundo inteiro. O aumento da frequência cardíaca, nervosismo, fraqueza muscular, sudorese, perda de peso, tremores, mudanças na pele, diminuição do fluxo menstrual, bócio e queda de cabelo são sintomas comuns da doença.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo faz o organismo funcionar mais lentamente. Isso ocorre quando há quantidade insuficiente de hormônio tireóideo no sangue, sendo sua prevalência maior entre as mulheres. Entre seus principais sintomas está a fraqueza e o cansaço, intolerância ao frio, intestino preso, ganho de peso, depressão, dores musculares e nas articulações, unhas quebradiças, enfraquecimento do cabelo e palidez.

Amnésia

                A amnésia é uma entidade patológica provocada por diversas causas em que o indivíduo perde a capacidade de reter informações novas (amnésia anterógrada) ou de evocar as antigas (amnésia retrógrada).
             As amnésias são sempre causadas por agressões ao cérebro que podem ter caráter transitório ou permanente, sendo algumas delas destacadas a seguir.
Síndrome de Korsakoff. Essa doença foi descrita como decorrência de alcoolismo crônico, podendo, no entanto, decorrer de outras causas. A amnésia é o sintoma predominante nessa síndrome, sendo caracteristicamente do tipo anterógrado.
Amnésia traumática. As pessoas que sofrem um trauma de crânio de certa intensidade, muito freqüentemente, esquecem-se dos fatos que ocorreram minutos antes do trauma (amnésia retrógrada) e, também, dos fatos que ocorrem após o trauma (amnésia anterógrada), embora não percam a consciência. Há uma certa relação de proporcionalidade entre a intensidade do trauma e o tempo de amnésia.
               Amnésia global. Essa forma de amnésia está relacionada com um grave e difuso comprometimento cerebral. Há, de forma definitiva, amnésia tanto anterógrada quanto retrógrada, ou seja, o indivíduo perde a capacidade de reter novas informações e de evocar seu estoque antigo de informações. Tal situação ocorre em demências, traumas muito graves e intoxicações por monóxido de carbono.
             Amnésia global transitória. Nessa situação a amnésia dura algumas horas, não ultrapassando um dia, e a recuperação é completa. O indivíduo tem comportamento normal, porém não retém nenhuma informação durante o episódio, ou seja, tem amnésia anterógrada completa, permanecendo uma lacuna na memória dessa pessoa depois da recuperação. A causa desse problema não está, ainda, totalmente esclarecida, parecendo estar ligada à isquemia transitória afetando as partes internas do lobo temporal. Essa patologia tem curso benigno, sendo excepcional um segundo episódio.
         Amnésia pós-operatória. Há cerca de 50 anos, um neurocirurgião americano, para poder tratar um paciente com crises convulsivas que não melhorava com remédios, fez uma cirurgia retirando, de ambos os lados, certas partes do lobo temporal (hipocampo e porção medial). Esse paciente obteve um controle das crises, mas ficou com amnésia anterógrada muito intensa e, até hoje, põe-se em dúvida se o benefício obtido valeu pelo déficit adquirido. Quanto à lembrança de fatos e conhecimentos anteriores à cirurgia, esse paciente não sofreu alteração.

Escrito por: Dr. Roberto Godoy

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O PROCESSO NORMAL DAS CALCIFICAÇÕES

Os minerais destinados a compor os tecidos duros do organismo são obtidos a partir dos alimentos ingeridos. A absorção desses minerais é feita no tubo digestivo e, por intermédio da corrente sanguínea, são transportados até os capilares, difundindo-se pelo interstício, onde podem encontrar uma matriz orgânica favorável à sua precipitação. Quando isso ocorre, diz-se que o tecido foi mineralizado, ou mais especificamente em relação ao íon cálcio, foi calcificado.
A hidroxiapatita (um composto com 10 átomos de cálcio, seis grupos fosfato e duas hidroxilas) é a forma mais comum de precipitação de minerais nos processos de calcificação. A sua formação segue regras físico-químicas que envolvem o equilíbrio das concentrações do cálcio e do fosfato no plasma e no líquido extracelular. As concentrações desses íons nesses dois sistemas estão quimicamente prontas para, a qualquer pequena alteração na sua quantidade, combinarem-se e se precipitarem, formando um "núcleo inicial" de hidroxiapatita. A partir desse núcleo, mais íons cálcio e fosfato vão se depositando, o que transforma a matriz orgânica em uma matriz mineralizada.
Alguns fatores locais teciduais regulam esse processo de precipitação da hidroxiapatita nos locais destinados à recebê-la, já que pequenas alterações nas concentrações de cálcio e fosfato podem desencadear a calcificação. Enzimas, como a fosfatase, facilitam a liberação dos fosfatos, assim como a alcalinidade aumenta a relação Ca2+/PO4-. Hormônios e algumas proteínas também influenciam nas concentrações iônicas, principalmente dos níveis calcêmicos. O cálcio, por exemplo, encontra-se conjugado a proteínas quando entra na corrente sanguínea, para que não se combine com outros elementos ou que saia da circulação, fatos que favoreceriam a sua precipitação em locais indesejados.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Autofagia e Heterofagia


               
              A célula é composta por lisossomos constituídos por enzimas hidrolíticas (fosfatase ácida, glicuronidase, sulfatase, ribonuclease, colagenase etc.) na qual são formadas no retículo endoplasmático rugoso. No aparelho de Golgi elas são reunidas pelo processo de degradação de proteínas externas e internas da célula.
             A autofagia é uma das principais funções das lisossomas, na qual degradam estruturas danificadas ocorridas na lesão celular ou no processo de diferenciação. Essa estrutura ao ser degradada, é eliminada do citoplasma formando vacúolo autofágico e seus componentes são reutilizados na formação de novas células ou são reaproveitados em novas estruturas.
            A heterofagia é um processo de captação de material na qual os lisossomos ligam-se a vesículas com materiais nutritivos englobados por endocitose que vão se ligar aos lisossomos constituídas pelas enzimas hidrolíticas formando um vacúolo ocorrendo a digestão das mesmas.

domingo, 25 de março de 2012

A importância da vitamina D na gestação

Mulheres gestantes devem ter sua vitamina D medida no início da gestação. As gestantes que apresentarem níveis baixos de vitamina D devem receber suplementação e serem acompanhadas por especialistas. É o que nos revela um estudo publicado pelo MJA, Medical Journal of Austrália o qual mostra que mulheres com diabetes gestacional frequentemente apresentam baixos níveis de vitamina D. Potencialmente isso pode levar a uma deficiência na formação óssea e gerar ossos fracos nos bebês. Este trabalho acompanhou 147 mulheres com diabetes gestacional entre fevereiro de 2007 e fevereiro de 2008, e revelou que mais de 40% das gestantes apresentavam baixos níveis de vitamina D. Os piores resultados foram encontrados em morenas e negras.
Sabemos haver uma relação direta e bem estabelecida entre a deficiência de vitamina D materna à presença de deficiência de vitamina D fetal, bem como os níveis de cálcio e o raquitismo na infância. São vários os estudos que demonstram também que há relação direta da deficiência da vitamina D e a pré-eclampsia, a hipertensão arterial, maiores taxas de cesarianas e maior número de nascimentos prematuros. Há pelo menos quatro pesquisas que esclarecem a relação direta dos níveis de vitamina D e a sensibilidade insulínica e risco de diabetes.
Este alarmante número de 41% de deficiência de vitamina D é inaceitável e mostra que a deficiência de vitamina D deve ser tratada como um relevante problema de saúde pública, lembrando que a reposição desta vitamina é eficaz, efetiva e de baixo custo, bem como sua dosagem é rápida e de fácil realização.